Bom dia Droppers,

Hoje eu aprendi: que o grupo Forbes 30 Under 30 arrecadou mais de $9bi em funding nos últimos 4 anos. Ao mesmo tempo, os Forbes 30u30 foram presos por fraudes e golpes que trabalham acima de US$ 18,5 bilhões.

No Drop de hoje, em 5 min e direto ao ponto:

  • DeathCare: a indústria após a morte

  • Jeff Bezos e a encrenca de ser dono de jornal

  • Forbes 30 Under 30: faz mais uma vítima réu

  • Fabricio Bloisi na Prosus: A missão não impossível

  • NuCel: roxinho chegou no celular

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DeathCare: a indústria após a morte

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Na quinta-feira é Dia das Bruxas (Halloween para os mais internacionais) e no sábado é comemorado o Dia dos Mortos. Logo, nada mais propício que falarmos sobre a crescente indústria de +U$63 bilhões de Death Care!

Afinal, as vagas em cemitérios ao redor do mundo estão se esgotando, com alguns países como a Inglaterra correndo risco de ficar sem espaço em metade dos seus cemitérios nos próximos 20 anos. Soma-se o fato de uma geração cada vez mais preocupada com suas pegadas de carbono (mesmo após a morte) e o elevado custo de um funeral+enterro tradicional, e assim as soluções para uma morte verde começam a surgir:

  • Compostagem humana: transformar corpos em solo rico em nutrientes através de um processo de redução orgânica natural.
    Startups como a Recompose (U$18mi em funding) e Return Home (+664k no TikTok), bem como Transcend (que literalmente transforma seu corpo em uma árvore).

  • Aquamação: Usar uma solução de água alcalina para decompor os corpos. Em comparação com a cremação, consome cerca de 90% menos energia e não libera gases nocivos de efeito estufa.
    Startups como a Aquamation.de (da Alemanha) e a Bio-Response (dos EUA).

  • Cemitérios verticais: um arranha-céu para os mortos que salva espaços funerários urbanos.
    Startups chinesas, que é o maior mercado funeral do mundo, já começaram a construí-los na versão luxuosa.

  • Enterros verdes: enterrados num caixão biodegradável, muitas vezes num ambiente natural como florestas, campos ou até mesmo no fundo do mar.

  • Enterro espacial: enviar suas cinzas para a órbita.
    Startups como a Beyond Burials (U$1,5k) e Celestis (até U$13k).

Morreu de vontade? Acalme-se. Por enquanto você pode se contentar com uma vasta gama de influencers da morte, que tem acumulado legiões de seguidores fãs dos conteúdos mórbidos nas redes sociais, como o Death Café que tem 52k visitas mensais, ou a comunidade /r/CemiteryPorn com seus 179k seguidores, ou essa conta no TikTok sobre com arquivos mórbidos com +4.6mi de seguidores.

Jeff Bezos e a encrenca de ser dono de jornal

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A menos de uma semana de uma das eleições mais disputadas para a presidência dos Estados Unidos, Jeff Bezos, que é dono do The Washington Post, decidiu bloquear o endosso da vice-presidente Kamala Harris para presidente. Assim começou a confusão:

Mais de 200.000 pessoas cancelaram suas assinaturas, cerca de 8% do total de assinantes, deixando o ganho líquido de assinantes do ano em meros 4k. Além deles, dois colunistas pediram demissão do jornal e dois escritores abandonaram o conselho editorial.

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O movimento acontece dias depois da chefe do conselho editorial do Los Angeles Times renunciar depois que o proprietário do jornal - o outro bilionário Dr. Patrick Soon-Shiong - anulou o endosso presidencial à vice-presidente Kamala Harris.

Em resposta, Bezos publicou um post chamado “A dura verdade: os americanos não confiam na mídia de notícias”, contando o racional por trás da sua decisão:

  • “a verificação/crença de um processo é tão importante quanto o próprio processo”

  • “as pessoas não confiam na nossa profissão”

  • “falamos com nós mesmos e com a elite”

  • “as pessoas estão recorrendo a podcasts e mídias sociais”

  • “sim, tenho uma variedade de negócios e você pode verificar meu histórico para saber como eu agi”

  • “Eu me recuso a entrar no piloto automático e cair na irrelevância”

Basicamente Jeff admite que o timing da sua decisão levanta suspeitas e que, mesmo ele não sendo o perfil ideal de dono de jornal, ainda sim buscará pela sua excelência como fez com todos os seus outros negócios.

Stats do dia

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Uma assinatura anual do The Washington Post custa U$100.
A fortuna pessoal de Jeff Bezos está avaliada em U$ 212,9 bilhões.
Os 200k cancelamentos totalizaram uma perda de receita de U$20 milhões
Os U$20milhões perdidos pelo WSP representam 0,0094% da fortuna de Jeff

O que rolou mundo afora

  • Meta: está desenvolvendo o seu próprio mecanismo de buscas para competir (e diminuir a dependência) do Google e Bing.

  • Google: anunciou o Projeto Jarvis, que está desenvolvendo uma IA capaz de usar o computador e performar tarefas por você, de forma autônoma. Imitou o Claude ein Googlão.

  • Robinhood: o app favorito dos traders de memestock, acaba de lançar sua “casa de apostas” das eleições presidenciais.

  • Reddit é lucrativo pela primeira vez na história, com quase 100 milhões de usuários diários, um crescimento de 47% ano a ano.

  • Olivia Wilde: pode ser investidora da sua startup. A atriz e diretora de filmes como Tron, lançou sua própria firma de venture capital: Proximity Ventures.

Forbes Under 30: mais um culpado!

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Houve tempos em que entrar na lista dos Forbes Under 30 era motivo de orgulho para a família, ao ponto de colocar na descrição do LinkedIn. Hoje, nem tanto. Agora mais uma estrela da lista dos jovens promissores entra para outra lista, a dos acusados pela justiça.

Depois do sucesso fracasso de:

→ Sam Bankman-Fried da FTX (condenado a 25 anos de prisão)
→ Charlie Javice da Frank (processo em andamento, pena pode chegar a 100 anos)
→ Martin Shkreli da MSMB Capital (condenado, preso, solto ao pagar $65mi)
→ Elizabeth Holmes da Theranos (condenada a 11 anos e 3 meses)
→ Al Naji da BitClout (acusado de frauder $250mi em cripto)

Vem aí Megi Kavtaradze, a founder e CEO da Destiny Robotics, que está sendo processada pela Comissão de Valores Mobiliários. A denúncia afirma que, ao arrecadar U$141.000 de investidores por meio de crowdfunding, a CEO mentiu sobre:

  • O que os produtos eram capazes de fazer e quando seriam lançados;

  • Sobre seu currículo como uma executiva experiente de uma empresa tech;

  • Apropriação indevida de parte do dinheiro dos investidores para uso pessoal.

Em suma, o produto prometido por Megi malemá pode ser considerado um robô, muito menos o robô humanóide mais avançado até hoje. Além disso, Megi usou o dinheiro para aplicar para 6 MBAs diferentes, além do próprio aluguel e refeições.

PS1: essa altura, já tem até aposta online sobre quem será o próximo FU30 condenado.
PS2: a própria Forbes criou o “Hall of Shame” com as 10 pessoas mais duvidosas que já entraram para a lista.

Simplificando a ~complexa~ rotina fiscal e financeira

Drop by Qive

Se você é profissional da área fiscal, financeira, ou compras e já sonhou com as suas notas fiscais, boletos, e contas conversando entre si, enquanto você foca no estratégico, levanta a mão, pois você não está só:

  • Em 2023, 74,7% dos profissionais de finanças gastaram +3 horas/dia com tarefas manuais.

Porém, enquanto para alguns automatizar toda a rotina parece distante, para quem usa Qive, já é realidade. A plataforma, que é o elo do fiscal com o seu financeiro, já atende +150 mil empresas e conseguiu o que ninguém até hoje fez: centralizar todos os documentos fiscais, informações de fornecedores e controle de pagamentos em um só lugar.

A Qive simplificou o complexo para economizar tempo e impulsionar o crescimento das empresas no Brasil. Faz o teste aqui, e veja como é o jeito certo de viver o futuro.

O que rolou Brasil adentro

  • CredAluga, a proptech + fintech para imobiliárias, capta um seed-round de R$22mi liderado pela Caravela Capital.

  • Segware, que desenvolve tecnologia para setor de segurança, é adquirido pela Crescera Capital por valor não revelado.

  • Liquid, que usa IA para garantir liquidez contínua em projetos imobiliários, recebeu um investimento da Núclea de valor não revelado.

  • Meta e TikTok e Kwai estão sendo processadas pelo Instituto de Defesa Coletiva do Brasil, que pede R$3bi por supostamente não ter criado mecanismos para impedir o uso indiscriminado destas plataformas de mídia social por menores.

A missão não impossível de Bloisi na Prosus

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Fabricio Bloisi foi CEO do iFood de 2019 a 2024, quando ajudou o app de delivery a surfar o boom da pandemia e acabou sendo convidado para comandar o conglomerado de tecnologia holandês por trás do app (e de vários outros), Prosus.

Agora, Bloisi tem uma missão não impossível de dobrar o valuation do conglomerado nos próximos quatro anos - e, de quebra, levar um bônus de U$100 milhões, somado ao salário de U$750k/ano.

O valuation atual do grupo é de U$84 milhões, portanto, a meta é chegar aos U$168 milhões até 2028 e manter esses valores por mais um ano. Bloisi se diz confiante e usará da estratégia: “quanto maior o risco, maior a recompensa”.

Prosus tem ~100 aplicativos sob seu portfólio, incluindo as brasileiras iFood, Creditas, Kovi, OLX, mas também a chinesa Tencent, WeChat e americanos como Similarweb, Delivery Hero, etc.

O Roxinho chegou no seu celular!

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Em um evento da Bloomberg há algumas semanas, o co-founder e CEO do Nubank, David Vélez, comentava sobre a estratégia de se transformar em uma plataforma para os +100 milhões de clientes do roxinho, usando o mesmo framework disruptivo que o Nubank aplicou no setor bancário para produtos e serviços de outras indústrias.

Não demorou muito e vem aí o Nucel, o serviço de telefonia móvel do Nubank.

Se você estava insatisfeito com o serviço da TIM, da Oi, da Claro e da Vivo, saiba que:

  • Será ativado digitalmente com um eSim, sem precisar de chip físico

  • Tem 3 planos: 15GB por R$45/mês, 20GB por R$55/mês e 35GB por R$75/mês

  • A cobrança será feita diretamente no cartão de crédito Nu

  • Pacote de voz ilimitado para ligações locais e interurbanas

  • WhatsApp ilimitado em texto, voz e vídeo.

  • Acesso a caixinha do Nubank com rendimento de 120% do CDI

  • Cobertura 5G em 93% do território nacional

O serviço foi desenvolvido dentro do modelo MVNO (Mobile Virtual Network Operator) - regulado pela Anatel e em parceria com a Claro - que é o mesmo utilizado pela startup brazuca na YC, Salvy - que, ao contrário do Nu, é focada no mercado B2B.

Contra dados não há argumentos

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