Bom dia Droppers,

Hoje eu aprendi: que o primeiro vídeo viral a bater 1 milhão de views no YouTube foi o comercial da Nike com o Ronaldinho Gaúcho, o que nos ensina duas coisas: a) o brasileiro desde sempre é o mais engajado no digital e nas redes b) o Ronaldinho continua sendo a pessoa mais aleatória do mundo.

No Drop de hoje, em 5 min e direto ao ponto:

  • YouTube: a televisão da nova geração

  • As startups de música por IA estão ficando criativas

  • Amazon: comprando carros com um clique

  • Waymo: os carros autonômos dominando o mercado

TechDrop é a newsletter de tecnologia e negócios direto ao ponto que está preparando novidades no YouTube para 2025 👀

YouTube: a televisão da nova geração

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Quando o Google comprou o Youtube por $1.65 bilhões em 2006, pagando em ações, provavelmente não sabia que aquela transação entraria para o ranking das melhores aquisições já realizadas na história.

Ontem, o YouTube divulgou os dados de visualização da plataforma no ano e a conclusão é que o app não só compete com a TV, ele está se tornando a nova televisão:

  • +1 bilhão de horas assistidas por dia no dispositivos da TV;

  • Uploads de vídeos em 4K aumentaram 35% em relação ao ano anterior;

  • Criadores que obtêm a maior parte da receita com a TV aumentaram 30%;

  • 400 milhões de horas de podcasts assistidos mensalmente na TV.

O aumento do consumo de vídeos pela televisão é resultado dos investimentos em novas funcionalidades como a sincronização smartphone <> televisão, novas interfaces, listas colaborativas e até o 'Watch With', que permite que os criadores adicionem comentários e análises em tempo real.

O resultado foi +U$50 bilhões em receita de publicidade nos últimos 12 meses, o que mostra que está em dia o plano para se tornar a maior plataforma de TV paga nos EUA até 2026!

30% de aumento de exibição de conteúdo esportivo

Uma das apostas de toda plataforma de streaming da Youtube TV são os eventos de esportes. Não à toa, o estimado é que as perdas do YT no licenciamento da NFL Sunday Ticket seja de quase U$10bi até 2029.

Embora o Google sabe que pode aproveitar e monetizar este tipo de conteúdo de diferentes formas, o primeiro passo foi anunciado: aumentar o preço da assinatura da Youtube TV de US$73 para US$83, o que mostra que a roupagem é diferente, mas o modelo de negócio da TV à cabo continua vivão e vivendo.

Não queremos treta: as startups de música por IA

Com a aproximação do Grammy, cresce o interesse em startups que utilizam IA generativa para criar músicas. E enquanto direitos autorais continuam uma pedra no sapato da indústria - de pirataria a youtube - as estratégias das startups estão ficando mais criativas.

Depois de empresas como Udio e Suno serem processadas por gigantes da indústria alegando usarem músicas protegidas para treinar suas IAs, outras das milhares criadas buscam caminhos para evitar tretas na justiça com artistas e gravadores:

  • Beatoven.ai: compra faixas originais e paga músicos por "amostras musicais", garantindo uma renda de $500 a $3000 para os artistas. Recentemente, firmou parceria com a Musical AI, que faz a atribuição dos sons gerados por IA a influências musicais.

  • Klay: fundada por insiders da indústria, firmou parceria com a Universal Music Group para criar um modelo ético de geração de música por IA que respeite os direitos autorais.

  • Moises: a plataforma brasileira, que ganhou o prêmio iPad App of The Year e está preparando uma nova rodada de investimentos, é um outro exemplo de remuneração. Eles pagam artistas para gravar em estúdio e os compensa conforme o uso de suas vozes no aplicativo.

O mercado global de Music AI foi avaliado em aproximadamente U$440milhões com uma projeção de crescimento (CAGR) de 30,4%, alcançando quase $2,8 bilhões até 2030.

O que rolou mundo afora

  • ServiceTitan, o terceiro SaaS do ano a abrir capital na bolsa, abriu 40% acima do preço esperado (~U$100 vs U$70) - um alívio para quem estava na corda bamba com VCs.

  • Meta: doou U$ 1 milhão para o fundo inaugural de Trump, na última etapa para consertar o relacionamento. Além disso, lançou uma ferramenta pra adicionar marca d'agua em vídeos gerados por IA.

  • BuzzFeed anuncia venda do First We Feast para uma afiliada da Soros Fund em um acordo totalmente em dinheiro de U$82,5 milhões.

  • Crusoe: a startup criando datacenters para IA captou U$600milhões com Founders Fund e participação de Nvidia, Fidelity entre outras,

  • Google: anunciou seu primeiro headset em parceria com a Samsung e entra na corrida contra o Oculus da Meta e Vision Pro da Apple.

  • Elon Musk: se tornou a 1ª pessoa a acumular um patrimônio de US$400bi. A aposta em apoiar, financiar, votar, defender, idolatrar o candidato (agora eleito) Trump está se pagando. Desde ele foi eleito, a fortuna de Musk cresceu em média de $4bi POR DIA, um aumento de +66%.

Luigi, o símbolo da insatisfação da internet

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O assassino do CEO da UnitedHealth pode já estar sob a custódia da polícia, o que pode impedi-lo de continuar cometendo crimes contra executivos de empresas do setor de saúde. Porém, a legião de apoiadores de Luigi Mangione continuou ativa no ativismo online, ao ponto das big techs decidirem intervir:

  • A Amazon decidiu tirar do ar a enxurrada de camisetas, bonés e canecas com as palavras escritas nas balas (Deny, Defend, Depose).

  • O Google, decidiu intervir e retirar do ar as avaliações negativas do McDonald's que delatou onde Luigi estava - e onde ele foi pego.

  • O Yelp optou por desativar a opção de comentários e avaliações do mesmo local.

  • O GoFundMe, plataforma de crowdfunding, retirou do ar uma campanha que visava levantar fundos para os custos legais do processo de Luigi

  • O Ebay, contrariando a norma, decidiu manter no ar os merchandisings produzidos em referência a Luigi

Para além do peso moral de apoiar um assassinato, o apoio da internet a Luigi é uma mensagem clara da insatisfação da população americana perante o sistema privado de saúde, em especial os planos - que agora estão no Spotlight da justiça, junto a Luigi.

Comprando carros com um clique

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Quando Brad Stone nomeou seu livro sobre a Amazon como ‘A Loja de Tudo’, deixou claro os planos da gigante do ecommerce de colocar nas suas prateleiras digitais qualquer tipo de produto.

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Mas se você estava surpreso ao descobrir que é possível comprar sua própria casa, vai ficar chocado com a novidade: Amazon entrou oficialmente no negócio de vendas de carros online!

Amazon Autos nasceu de uma parceria com a Hyundai e vai permitir que clientes:

  • Encontrem, encomendem e comprem carros, caminhões e SUVs novos.

  • Selecionem o modelo, acabamento, cor e adicionais disponíveis.

  • Escolham e aprovem o financiamento. (Hmmmmm…)

  • Concluam o processo de e-assinaturas diretamente no site.

Ao contrário das demais plataformas de compra e venda de carros, a Amazon só negociará carros novos e inicialmente estará disponível em 48 cidades americanas. Nós, brazucas, continuaremos indo negociar no téti a téte com o vendedor na loja.

Além disso, a Hyundai está testando uma integração da Alexa diretamente nos veículos e planeja migrar sua infraestrutura cloud toda para AWS.

O que rolou Brasil adentro

  • AppBarber, o sistema de gestão de barbearias e salão de beleza, de Chapecó-SC, é adquirida pela italiana Zucchetti, por R$25mi.

  • Terradot, a greentech de remoção de carbono via intemperismo acelerado de rochas, capta rodada série A de R$353mi com o hall da fama dos VCs: Google, Microsoft, John Doerr (da gestora Kleiner Perkins), Floodgate, Sheryl Sandberg (que foi COO do Facebook e era braço direito de Mark Zuckerberg), Valor Capital, Gigascale Capital e Acre Venture Partners.

  • Mercado Diferente, irá encerrar suas operações depois de captar $8milhões, porém não conseguir captar mais.

Os carros autônomos dominando o mercado

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A participação de mercado da Waymo, o carro autônomo do Google, agora é igual à da Lyft na cidade de São Francisco - um marco atingido em um pouco mais de um ano após o lançamento.

  • Agosto de 2023:
    Uber controlava 66% do mercado
    Lyft controlava 34% do mercado

  • Novembro de 2024:

    Uber controla 55% do mercado
    Lyft controla 22% do mercado

    Waymo controla os outros 22% do mercado

O jovem Waymo, debutou no mercado a pouco tempo, tem uma frota significantemente menor que os demais, fazendo com que o tempo de espera seja maior e ainda precisa ganhar a confiança dos passageiros provando que é mais seguro que um humano no volante. Mas nada disso o impediu de crescer e, em paralelo, fez com que as ações da Uber e da Lyft caíssem ~6%.

Quem diria que o benefício de não precisar com o motorista faria tanta diferença.

Contra dados não há argumentos

Stats relevante

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O valor de mercado da memecoin Fartcoin (moeda peido) chegou nos R$3.4 bilhões e agora vale mais que 65% das empresas listadas na bolsa brasileira.

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