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EDIÇÃO #792 • 28/09/2026 • THEDROPS.COM.BR |
Bom Dia, Dropper!
Hoje eu aprendi: que as vendas de brinquedos para domicílios onde moram apenas adultos superaram as vendas a domicílios com crianças e agora representam o equivalente a 55% da receita do setor. Sim, os adultos estão brincando cada vez mais com cards colecionáveis e toys sensoriais.
No TechDrops de hoje, direto ao ponto:
•︎ Copilot: o Super-App do horário comercial
•︎ AI: o enxame de agentes rebeldes
•︎ Trending: pague com um sorriso
•︎ Nubank: do Brasil para o Mundo
•︎ Stat: US$ 1 bi em ads para o McDonald's
•︎ Contra Dados Não Há Argumentos: o crescimento do Muse

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
O Senhor dos Agentes: um Copilot para todos governar
TL;DR: A empresa de Satya Nadella está reunindo todas as funções de IA corporativas em uma única estrutura.

A Meta juntou tudo o que sabe sobre as pessoas para criar o Muse, o primeiro super-app da IA e maior lançamento da indústria desde o ChatGPT. Agora a Microsoft decidiu usar tudo o que sabe sobre os negócios para turbinar o Copilot, o primeiro super-app de IA para o horário comercial.
O Copilot agora é um pacote completo: com Autopilot (agente proativo pra empresa), Code (apps hospedados no tenant), Home (chat + Cowork) e Office totalmente embutido nele - e vice-versa.
Conforme os modelos de IA viram commodity, Meta e Microsoft apostam que o diferencial vai estar em outro lugar: contexto, memória e distribuição. E ninguém está mais bem posicionado pra construir esse "sistema operacional" do que elas.
Meta: tem +20 anos de aprendizado sobre seus interesses, relações e hábitos. Instagram e Facebook geram esse contexto; as conversas com a IA constroem memória sobre suas preferências; e a distribuição já está pronta - o assistente chega pelos apps que você já abre todo dia, tipo o WhatsApp.
Microsoft: décadas de aprendizado sobre e-mails, reuniões e documentos registrados em Outlook, Teams, Office… Com acesso autorizado a esse contexto, o Copilot pode atuar dentro das próprias ferramentas de trabalho e cada nova reunião ou entrega ajuda a manter esse contexto atualizado.
A Microsoft pode não ser a IA mais sexy do pedaço, mas tem 150 milhões de usuários ativos mensais e 90% das Fortune 500 rodando suas soluções. No fim, grandes empresas e governos mostram que se importam mais com privacidade e conformidade do que com um front-end bonitinho.
A esperança de Satya é simples: oferecendo qualquer modelo, em qualquer formato, pra qualquer tarefa, o Copilot deixa de ser só mais um item na licença do Office.

MUNDO AFORA
→ Google vai colocar seus primeiros satélites do projeto Suncatcher (de data centers orbitais) no espaço já no dia 1o de outubro.
→ Anthropic quer convencer os acionistas a darem 50,1% do controle da empresa aos fundadores antes do IPO.
→ Suno está sendo processada por gravadoras de novo - que dizem que a IA treinou modelos com outputs de usuários, que infringiam direitos autorais.
→ Oura a fabricante do anel inteligente (smart ring) está se preparando para um IPO, que ainda não estreou mas já está 4x oversubscribed.

SEGURANÇA
AI: O enxame de agentes rebeldes
TL;DR: Os principais labs de IA não sabiam até recentemente que suas próprias tecnologias haviam invadido dezenas de milhares de sites.

img via Axios
Nos remotos tempos em que a IA era só um chatbot, resposta errada ficava ali mesmo na conversa. Com agentes autônomos, um erro pode virar ação no mundo real… e virou! Neste fim de semana, a OpenAI e a Anthropic descobriram não um, nem dois casos, mas dezenas de milhares de incidentes de segurança!
Sam Altman diz que a OAI não escondeu nada, só precisava de tempo para analisar os petabytes de logs e registro dos agentes. Para fins de comparação, um petabyte armazena mais de dez vezes a quantidade de todos os livros já publicados no mundo.
Entre os últimos casos de agentes de IA se rebelando por aí, estão:
Hugging Face: centenas de agentes coordenaram uma invasão à plataforma para buscar respostas de um teste.
ONU: agentes fizeram mais de 16 mil acessos e contornaram bloqueios de um portal estatístico, sem comprometer dados confidenciais.
Governo australiano: um portal de saúde foi invadido; em outro episódio, agentes burlaram proteções contra bots.
Órgãos americanos: houve tentativa frustrada de invasão ao Departamento de Educação, uso de credenciais encontradas online para coletar dados públicos do Censo e republicação não autorizada de dados públicos da SEC.
Wiki alemã: agentes usaram um site quase abandonado para compartilhar formas de burlar restrições e ocultar suas ações.
ChatGPT: 53 imagens de usuários, acessíveis durante o treinamento, foram publicadas na internet.
O fio condutor é cumprir a tarefa a qualquer custo, inclusive passando por cima dos limites. Em vários casos, o agente só precisava achar uma informação e tratou as barreiras de acesso como obstáculo a driblar.
Isso muda a régua de qualidade da IA: acertar a resposta deixa de ser suficiente e um agente confiável precisa reconhecer quando não tem permissão para continuar. Se o laboratório só descobre meses depois por onde ele passou, a capacidade de agir já está à frente da capacidade de supervisionar.
TRENDING
Revolut: pague com um sorriso (e dinheiro)
Seus avós pagavam usando cédulas. Seus pais inserindo o cartão. Você por aproximação. Já os clientes da Revolut, esses vão poder pagar com o próprio rosto, o “Pague com um Sorriso” - sem cartão, sem celular. Basta olhar para a tela e pagar.
A nova feature da fintech começou a ser testada em alguns cafés selecionados da Kiss the Hippo em Londres e funciona assim:
→ Toque em “Pay with Smile” em um terminal da Revolut.
→ O reconhecimento facial verifica sua identidade.
→ O pagamento é autenticado.
→ O dinheiro é transferido de uma conta para outra.
Como se não tivesse removido atrito suficiente, a Revolut também oferece a funcionalidade cobrando 0% de taxa de processamento dos lojistas.
O novo checkout da Revolut funcionaria no Brasil?
EXPANSÃO
Nubank: do Brasil para o mundo.
TL;DR: O maior banco da América Latina quer mais e já negocia aquisições para acelerar a transformação.

O Nubank basicamente inaugurou o setor de bancos digitais no Brasil e levou menos de uma década para se tornar também o banco mais valioso da América Latina. Depois de dominar o Brasil e replicar o modelo no México e na Colômbia… chegou a hora de pintar outros territórios de roxo.
O tamanho da ambição: com o negócio concentrado em apenas três países latino-americanos, o roxinho chegou a ~140 milhões de clientes e US$ 65 bilhões em valor de mercado. Agora, tenta repetir a fórmula em mercados onde cada cliente pode gerar muito mais receita.
Nos EUA
A estratégia é construir a própria operação e a porta de entrada foi Miami: o Nu estreou nos EUA neste mês com contas, cartões e remessas, em parceria inicial com o Lead Bank. O motivo é o tamanho do prêmio, com a comunidade latina americana movimentando uma riqueza anual equivalente a 2x o PIB do Brasil (US$ 4,4 trilhões).
Na Europa
A outra estratégia é comprar escala pra encurtar caminho: segundo Sky News e Bloomberg, o Nubank está em negociações pra adquirir a fintech Monzo, numa transação entre £8 bi e £10 bi. Em vez de começar do zero, o roxinho chegaria na Europa já com ~16 milhões de clientes, operação estabelecida no Reino Unido e licença bancária na Irlanda pra expandir pela UE.
A motivação não é falta de crescimento. O Nubank ainda avança quase 40% em receita, e no 2T26 o lucro líquido trimestral passou de US$ 1 bilhão pela primeira vez. Só que fora daqui o potencial de um cliente pode ser 10x maior e, se conseguir espaço nos EUA e na Europa, o próximo salto de receita pode vir de uma base proporcionalmente menor.

BRASIL ADENTRO
→ Odata vai investir US$ 630 milhões em soluções de refrigeração líquida para data centers no Brasil e no México.
→ Artgetto, a fábrica moveleira que virou fábrica de totens de leitura de íris do projeto World ID, está processando a OpenAI, Morgan Stanley e TFH em busca de indenizações depois do preju.
→ Yduqs, a dona da Estácio, do Ibmec, assinou um acordo de fusão de R$ 9 bilhões com o grupo Afya, listado em NY, de faculdades e ensino de medicina.
→ dr.consulta a rede de clínicas recebeu um aporte de US$ 30 milhões em uma rodada liderada pela IFC, braço de investimentos do Banco Mundial.
→ Pinterest e Shopee lançam programa de afiliados no Brasil. Agora creators aprovados podem promover produtos em seus pins.

DROPPED BY SINCH
Como descobrir onde sua operação de canais trava?
80% dos consumidores já usam mais de um canal na jornada de compra. Pro cliente, trocar do e-mail pro WhatsApp ou ligação, é simples. Pra quem opera, nem tanto. Mais uma integração, ferramenta, fornecedor e dashboard. E é aí que o omnichannel começa a virar omniproblems.
Pensando nisso, a Sinch criou um Diagnóstico de Canais que avalia 5 pilares da sua operação: Arquitetura e Orquestração, Segurança, Automação, Entregabilidade e CX. Identifique gargalos, entenda a maturidade dos seus canais e descubra caminhos práticos para escalar sem aumentar a complexidade.
*Dado: McKinsey, O poder dos CMOs na era da centralidade do cliente
STATS
US$ 1 bilhão
É quanto a McDonald's Media Network quer alcançar em receita. A nova operação de anúncios do fast food vai vender dados e espaço publicitário pra outras empresas rodarem campanhas dentro das lojas e nas embalagens.
Morgan Flatley, diretora global de marketing do McDonald’s, resumiu a decisão de vender Ads melhor do que ninguém: “É uma oportunidade de gerar receita com pouco custo adicional, sem complexidade operacional e sem prejuízo à experiência do cliente” - esse último ponto ainda a ser validado.
via AdWeek
CONTRA DADOS NÃO HÁ ARGUMENTOS
Muse batendo recordes
Número de downloads desde o lançamento de cada app, nos EUA

DROP LIKE IT'S HOT
[para assistir] a apresentação do partner da Sequoia, Pat Grady, para o comitê de investimentos da Boston College sobre o que está rolando em IA.
[para calcular] qual a infra e quanto custa servir 100 milhões de usuários ativos diários (DAUs)?
[para ouvir] o criador do Jev contando por que não pode criar o modelo na OpenAI - e muito mais, porque a entrevista tem 2 horas.
[para limpar] as janelas da sala de controle de lançamento da Starbase, a SpaceX utiliza um drone.
[para ler] Why We are Bulding Muse, by Alexandr Wang


