EDIÇÃO #755 • 01/07/2026 • THEDROPS.COM.BR

Bom Dia, Dropper!

Notou algo diferente? Estamos dando um glow-up por aqui, mas engana-se quem pensa que é só estético. Na nota editorial te contamos um pouco mais da história e do processo de amadurecimento desses que vos falam.

Hoje eu aprendi: que a Booking Holdings (a empresa por trás de sites como Kayak, Priceline, Booking.com, etc) gasta US$ 5-7 bilhões por ano com Google Ads, o equivalente a 2~3% da receita total da Alphabet.

No TechDrops de hoje, direto ao ponto:

Anthropic e Amazon: o duelo de titãs
WhatsApp: o roadmap do Telegram app
• Editorial: a dieta de informação para líderes, founders e makers
Stats: 21 milhões da CazéTV
Trending: SaaS 1.0 → SaaS 2.0
Contra Dados Não Há Argumentos: IA e as demissões

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

O Duelo de Titãs

A Anthropic renegociou a conta com a Amazon - e abriu a porta para OpenAI.

A relação entre Amazon e Anthropic é cheia de altos e baixos. Estava tudo muito bem com a gigante colocando bilhões na startup, até que o CEO da Amazon “deixou” a Casa Branca saber dos perigos do Mythos. Agora, o clima azedou de vez entre o lab de IA com a investidora-fornecedora-cliente…

Segundo o The Information, as empresas renegociaram um contrato que vai exigir que a Amazon pague à Anthropic com base no uso de tokens, não mais horas computacionais. Ou seja: quanto mais o Claude escala dentro da AWS, mais caro fica para a Amazon.

Hoje, a Amazon usa os modelos da Anthropic como o motor de produtos B2B e B2C - incluindo Alexa, o agente Kiro e o agente Quick -, o que pode engordar bem o boleto mensal. Já tem engenheiro destilando o Claude internamente e a empresa também analisa alternativas (Alô, OpenAI).

Apesar do conflito, a relação entre as duas é mais ampla do que pode parecer. A Amazon desempenha muitos papéis nela:

  • Investidora: depois de colocar US$ 14 bi na startup.

  • Fornecedora: de poder computacional e cloud com a AWS.

  • Cliente: de licenças Claude para os próprios funcionários.

  • Vendedora: dos modelos da Anthropic através do Bedrock da AWS.

  • Provedora: dos chips Trainium tanto para inferência quanto treinamento.

Fato é: não existe fidelidade no universo da IA. A Amazon também investiu US$ 50 bilhões na OpenAI, também oferece os modelos do GPT na sua própria nuvem e agora está considerando o Chat/Codex como substituto para o Claude.

MUNDO AFORA

→ Comcast disparou +25% ontem ao anunciar que irá separar suas marcas de mídia Sky e NBCUniversal.

→ 𝕏 Money chegou oferecendo um rendimento anual de 6%, até US$ 10 milhões em cobertura de seguro FDIC, cashback ilimitado de 3% e um cartão físico Visa de metal.

→ Anthropic lançou o Claude Science, mais uma plataforma de IA para cientistas e finalmente ganhou a liberação do governo americano para os modelos Fable/Mythos.

→ Strategy admitiu que pode vender parte dos bitcoins para financiar mais compras e diz que ainda aposta na cripto.

APPS

WhatsApp vai ter @usernames

Chegou a hora de você reservar o seu número de telefone nome de usuário

Dezessete anos depois de chegar ao mercado, o app de mensagens mais usado no mundo está mudando a forma como você se conecta e troca mensagens: os nomes de usuários estão chegando ao WhatsApp para que você nunca mais precise passar seu número de telefone por aí.

A Meta diz estar trabalhando no desenvolvimento da funcionalidade há dois anos, mas só agora liberou o período de reserva dos handles - para colocar no ar até o final do ano.

Qualquer pessoa pode escolher um nome de usuário com 3-35 caracteres. Grandes celebridades, personalidades, influencers e organizações não precisam se preocupar, a Meta fez as reservas por você.

Qualquer semelhança entre o roadmap do WhatsApp e o Telegram é (ou não) mera coincidência:

  • Stickers: Telegram (2015) → WhatsApp (2018)

  • Canais: Telegram (2015) → WhatsApp (2023)

  • Multi-devices: Telegram (2014) → WhatsApp (2021)

  • Editar Mensagens: Telegram (2016) → WhatsApp (2023)

  • Deletar Mensagens: Telegram (2015) → WhatsApp (2017)

  • Visualização única: Telegram (2017) → WhatsApp (2021)

  • Reações: Telegram (2021) → WhatsApp (2022)

  • Enquetes (Polls): Telegram (2018) → WhatsApp (2022)

  • Busca por data: Telegram (2018) → WhatsApp (2023)

Pode parecer atrasado, mas é estratégia e vai além de oferecer um @ bonitinho. A Meta já gera +US$ 2 bilhões por ano com o WhatsApp Business e Zuck usa o rival como um laboratório de P&D a céu aberto:

→ testa apetite dos usuários
→ acompanha o que funciona
→ quais funcionalidades atraem e retraem users
→ bugs, os erros, etc…

Funcionou bem para concorrência? Chances são de que vai funcionar para Meta - que, por sinal, recentemente gastou ~US$ 900 bi para contratar um novo CEO para o mensageiro.

TRENDING


SaaS 1.0 = Software as a Service
SaaS 2.0 = Service as a Software

A AWS possibilitou uma categoria gigante de startups de Software as a Service ao reinventar a cloud. Agora está investindo US$ 1 bilhão na criação de uma unidade de negócios de FDEs e apostando na criação de uma nova categoria, o Service as a Software.

Forward Deployed Engineering ou FDE ou Engenharia de Implantação Avançada é um ou mais funcionários (humanos) alocados diretamente na empresa para prestar serviços relacionados ao produto contratado.

No caso da Amazon, um time de engenheiros com uma salinha no escritório do cliente ajudando a implementar e utilizar as soluções AWS.

Quem cunhou o termo foi a Palantir há quase uma década. Mas a moda pegou e hoje boa parte das soluções mais complexas (e completas) do mercado segue o modelo. Onde há uma quebra de paradigma na adoção, os FDEs entram em cena para suavizar a transição:

Modelo antigo:
→ Desenvolver Software
→ Repassar para o time de Onboarding/Customer Success

Modelo novo:
→ Enviar um pequeno time de engenheiros
→ Integrar o time à operação do cliente
→ Desenvolver integrações sob medida
→ Descobrir novas ideias de produto
→ Desenvolver mais software

Inteligência artificial já existe, mas ela só causa a mudança esperada depois de muito bem implementada. A AWS não quer pode esperar, assim como a OpenAI, Anthropic, Databricks, ServiceNow, Salesforce, Anduril e várias outras também já criaram os próprios times de FDEs.

A proposta do Service as a Software está tão badalada que até Chamath Palihapitiya voltou à arena como CEO da 8090 Labs, uma software house de IA para enterprises que acaba de fechar uma série A de US$ 150 mi.

EDITORIAL DO DROPS

A dieta de informação de líderes, founders e makers do Brasil

O TechDrop começou em um happy hour com uma indignação: por que o que acontece no Vale do Silício não chega no Brasil? O ano era 2021, e falar de GPT nos fazia parecer malucos na roda de amigos. Foi então que fizemos uma aposta.

1ª logo orgulhosamente feita no Google Slides

Vamos ser essa dieta de informação para as atuais e futuras lideranças do Brasil. +800 edições depois, o TechDrop ficou “pequeno” para o tamanho do boom da IA… Também tinha espaço para falar de finanças sem o economês. E de marketing sem parecer os gurus.

De lá pra cá, criamos novas marcas e saímos do happy hour para a caixa de entrada de +300 mil líderes de diferentes setores, áreas e indústrias. Mas sentíamos que a marca que nos trouxe até aqui, não representava mais necessariamente o que nos levaria ao próximo estágio de maturidade de quem quer construir o maior ecossistema de mídia B2B do Brasil.

de 2024 até ontem

O primeiro ponto é que faltava um toque de coerência visual.
O segundo ponto é que Drops precisava saber para o que ele existia no mundo.
O terceiro é se adaptar às preferências da audiência.

Vocês já nos chamavam de Drops, TechDrops, AiDrops, MoneyDrops - então, a partir de agora… estamos no plural.

← Drop é pontual. Uma dose, um momento.
Drops é hábito. Um sistema, uma história.

nova marca TheDrops

O mundo dos negócios muda a uma velocidade nunca antes experimentada. O futuro da tecnologia, do trabalho, da inovação, seja lá mais do que, é construído aos poucos, todos os dias. Por isso, continuaremos aqui, te entregando uma dieta do que mais importa no seu hábito diário de se atualizar. Estamos mais maduros, mas missão de aumentar o QI da internet continua a mesma.

DO BOARD AO HAPPY HOUR. Somos os jornais digitais escolhidos por +300mil líderes, founders e makers do Brasil.

Check it out: www.thedrops.com.br

BRASIL ADENTRO

→ Jota, a startup com um assistente financeiro de IA no WhatsApp, capta rodada de R$ 150 milhões em rodada série A liderada pela Haun Ventures.

→ GuruPass, o app com check-in flexível em milhares de academias, é a mais nova aquisição da Kikos, que fabrica e revende equipamentos de tecnologia.

→ Original Ginger, o refri zero açúcar de gengibre dos influencers Felipe Titto e GKat, é a mais nova aquisição da Baly, a catarinense dos energéticos.

→ Capim, a startup de gestão financeira para clínicas odontológicas, agora tem o IFC, braço de investimentos do Banco Mundial, como novo sócio.

→ Crédito Popular, a fintech de empréstimos do Grupo 3RN, concluiu a captação de R$500 mi em fundo próprio.

STATS

21 milhões

de dispositivos acompanharam o jogo do Brasil contra o Japão pela CazéTV, a maior live do YouTube nos seus +20 anos de vida. Mas esse não foi o único recorde do canal esportivo de Casimiro e da LiveMode. Na verdade, agora eles são donos dos cinco maiores:

1o Lugar: Brasil x Japão: 21 milhões
2o Lugar: Brasil x Escócia: 18,6 milhões
3o Lugar: Brasil x Haiti: 16,1 milhões
4o Lugar: Brasil x Morocco: 12,6 milhões
5o Lugar: Argentina x Argélia: 11,5 milhões

Mais do que números absurdos, os recordes mostram que (i) streaming se tornou mainstream, (ii) criadores de conteúdo competem com emissoras tradicionais, (iii) esportes ao vivo são a grande aposta de crescimento e engajamento e (iv) o futuro do conteúdo é digital, interativo e community-driven.

via StreamCharts

CONTRA DADOS NÃO HÁ ARGUMENTOS

Inteligência Artificial e as (não) Demissões

Quanto mais empresas investem em IA, mais aumentam o tamanho do time.

A narrativa do apocalipse de que inteligência artificial iria acabar com o mercado de trabalho foi violada. Um novo estudo da Ramp com +21.000 empresas americanas (maioria tech), mostra que:

  • Empresas que investem mais em IA aumentam o quadro de funcionários em ~10% após a adoção.

  • Empresas com baixa intensidade de adoção de IA não apresentam mudanças estatisticamente significativas de contratações.

  • O número de funcionários em cargos de nível inicial cresce 12% nas empresas com alta intensidade de adoção.

  • Os ganhos surgem gradualmente e abrangem diversas funções, incluindo engenharia, vendas, administração e atendimento ao cliente.

A expectativa era que funcionários seriam substituídos por IA.
A realidade é que se uma empresa vende para mais clientes porque está utilizando IA, ela contrata mais pessoas, não menos.

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O que achou da edição de hoje?

Lemos tudinho!

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